01/10/2021

Outubro Rosa: prevenção, sintomas e tratamento

Um dos movimentos de conscientização mais conhecidos do mundo é o Outubro Rosa. Criado no início dos anos 90 e adotado pelo Brasil em 2010, ele objetiva informar e orientar toda a sociedade sobre o câncer de mama e todos os seus aspectos. O tema principal deste ano (2021), por exemplo, gira em torno do diagnóstico precoce dessa doença. 

Aproveitando o tema, hoje trouxemos tudo o que você precisa saber sobre esse assunto. Então, prepare o chá, ajeite-se na cadeira e vamos lá!

 

O que é o câncer de mama?

O câncer é, basicamente, o nome dado ao desenvolvimento, crescimento e multiplicação descontrolada de células anormais no organismo. O resultado é uma espécie de massa a qual chamamos de tumor. Então, fica fácil entender o restante desse “enigma”.

O câncer de mama é, então, um agrupamento de células danificadas que progrediu no seio. Quando ele não se espalha para outra região do corpo, o seu estágio é 0 e sua denominação é “não-invasivo”. Caso ele se multiplique de tal forma a afetar os tecidos e órgãos adjacentes, as categorizações variam do estágio 1 ao 4, e o tumor é chamado de “invasivo”.

Por fim, ainda existem as seguintes especificidades para cada tipo de malignidade nessa parte do corpo:

  • - angiossarcoma (é quando o tumor se localiza nos vasos linfáticos ou sanguíneos das mamas);

  • - sarcoma (forma-se no tecido conjuntivo do seio);

  • - carcinoma lobular (acomete o lóbulo da mama, responsável pela produção do leite materno);

  • - carcinoma ductal (desenvolve-se no revestimento dos dutos de leite dos seios);

  • - tumor fibroepitelial (é um tipo extremamente raro de câncer de mama que também acomete o tecido conjuntivo);

  • - doença de Paget da mama (acomete, primeiro, os dutos dos seios e, com o tempo, espalha-se para a aréola e mamilo).

 

Causas

Infelizmente, ainda não existe uma causa específica e cientificamente comprovada para o câncer de mama. No entanto, existem alguns fatores de risco que, a depender do caso, podem aumentar as chances para o seu desenvolvimento. São elas:

  • - ser mulher (porém, vale ressaltar que o câncer de mama também ocorre em homens);

  • - ter mais de 50 anos; 

  • - ter casos de câncer de mama na família;

  • - engravidar ou amamentar após os 30 anos;

  • - sofrer exposição anterior à radioterapia na região do tórax e, principalmente, antes dos 30 anos;

  • - ter maior presença de estrogênio no organismo (pode ser por meio de pílulas, terapias e reposição hormonal etc);

  • - exposição ao estrogênio (o estrogênio é um hormônio que estimula o crescimento das células da mama, “facilitando” as circunstâncias, mesmo que a longo prazo, para que uma delas sofra mutação);

  • - ter as mamas naturalmente mais densas;

  • - apresentar alterações genéticas, especialmente BRCA1 e BRCA2);

  • - já ter enfrentado um câncer de mama (principalmente porque aumenta as chances de que o tumor se desenvolva no outro seio);

  • - praticar certos hábitos que podem prejudicar a saúde geral do organismo (dieta pobre em nutrientes e rica em alimentos gordurosos e processados, ser sedentária, fumar, consumir álcool excessivamente etc);

 

Como saber se você tem câncer de mama? 

O grande perigo do câncer de mama é que, durante seus primeiros estágios, ele dificilmente causa qualquer sinal ou sintoma. Além disso, se ele for muito pequeno, a mulher (ou até mesmo o mastologista) não consegue senti-lo durante a palpação. 

No entanto, a informação principal permanece a mesma: o sinal mais comum de tumor maligno nos seios é o aparecimento de um nódulo nessa parte do corpo, ou ainda debaixo do braço. A depender do seu estágio, tamanho e localização, é possível senti-lo com mais precisão. 

Por fim, conforme a doença progride, a paciente pode sentir:

  • - dor/desconforto no seio;

  • - secreção mamilar (geralmente de cor esbranquiçada e, ainda, com ou sem sangue);

  • - inchaço incomum em alguma região do peito;

  • - mamilo invertido;

  • - mudança visível e inexplicável no tamanho, formato e/ou textura da mama;

  • - descamação da pele da mama, ou mamilo.

 

Como é feita a detecção dessa condição? 

Por meio dos seguintes exames: físico (durante consulta com o mastologista), ultrassom das mamas e axilas, mamografia, ressonância magnética e, para a confirmação do quadro, biópsia

 

E, por fim: tratamento 

Normalmente, a definição de qual tratamento utilizar varia de acordo com o tipo, estágio, tamanho e grau do tumor. Além disso, o estado geral de saúde da paciente também deve ser considerado. Vale ressaltar, ainda que mais de uma técnica pode ser utilizada para a completa remissão/erradicação da doença. 

No mais, as alternativas mais comuns incluem:

  • - quimioterapia (utiliza medicamentos que, quando administrados por via oral ou intravenosa, combatem o câncer pela “raiz”. São exemplos: antraciclinas, capecitabina, entre outros);

  • - radioterapia (destrói as células cancerosas por meio de partículas de alta energia);

  • - terapia direcionada (combate o corpo em todo o organismo por meio de medicamentos como Kadcyla® e Herceptin®);

  • - terapia hormonal (o objetivo é impedir a atuação de hormônios como progesterona e estrogênio no agravamento do tumor);

  • - imunoterapia (treina o sistema imunológico a lutar contra as células cancerosas do organismo).