15/01/2021

Janeiro Roxo

Janeiro Roxo é o mês de conscientização sobre a hanseníase, uma campanha com o apoio da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD).
Essa matéria foi concedida pela médica parceira da Premium Saúde, Dra Renata Roquete, membro titular da Sociedade Brasileira de Dermatologia . 

A hanseníase, antigamente conhecida como lepra, é uma doença infecciosa, causada por uma bactéria.

A transmissão se dar por meio de contato próximo e prolongado com doente da forma transmissora, chamada multibacilar, por contato com gotículas de saliva ou secreção nasal. O contato com a pele NÃO transmite a doença.

Cerca de 90% da população tem imunidade contra a hanseníase. O período de incubação após o contágio varia de 06 meses a 05 anos. A maneira como ela se manifesta é variável, sendo influenciada também por fatores genéticos.

O diagnóstico é baseado no exame físico, testes de sensibilidade, palpação de nervos, avaliação da força motora etc. outros exames que podem ser realizados são a baciloscopia (coleta de serosidade cutânea) e biópsia da lesão ou área suspeita.

A hanseníase pode se apresentar com manchas claras, vermelhas ou mais escuras, pouco visíveis e com limites imprecisos, com alteração das sensibilidades tátil, dolorosa ou térmica no local, associada a perda de pelos e ausência de transpiração. O acometimento de nervos pode levar a dormência, perda do tônus muscular e retrações dos dedos. Sensação de fisgada, choque e formigamento nos membros, inchaço e dor nas mãos, pés e articulações podem ser sinais e sintomas de hanseníase. Nas fases agudas, podem aparecer caroços e/ou inchaço nas orelhas, mãos, cotovelos e pés.

A doença tem cura, mas se não tratada, pode deixar sequelas. O tratamento é gratuito e oferecido pelo SUS. Varia de 06 meses a 01 ano e, após a 1° dose da medicação, não há mais risco de transmissão.

A melhor forma de prevenção é o diagnostico precoce e o tratamento adequado, assim como o exame clínico e a vacina BCG para melhorar a resposta imunológica dos contatos do paciente.

Compartilhe essas informações com seus amigos e familiares e nos ajude a aumentar o cerco de proteção contra a hanseníase que, infelizmente, continua sendo considerada uma doença negligenciada no pais.